Funcionalismo
Prefeitura dá 3% aos professores; greve continua
Após aprovação de 3% nas gratificações, os professores municipais permanecem em greve. O projeto que modifica o PCCS dos professores municipais
foi aprovado sob protesto e não contempla a reivindicações dos manifestantes Tiago Coutinho e Ítalo Coriolano da Redação03 Jul 2009 - 00h53min Não teve palavra de ordem que desse jeito. Ao som de “prefeita, a culpa é sua, a greve continua” ou “e dá-lhe greve, e dá-lhe greve, olé, olê, olá”, a Câmara Municipal aprovou, ontem, com 28 votos favoráveis, um contra e duas abstenções, o projeto de lei da Prefeitura que aumenta em 3% as gratificações dos professores municipais. A deliberação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), no entanto, é de manter a greve, que já dura cerca de dois meses. Além da aprovação, o líder da prefeita Luizianne Lins (PT) na Câmara, Acrísio Sena (PT), anunciou que, até dezembro de 2009, haverá reajustes de 2% para professores que subirem de nível e mais 2% pela implantação da progressão por tempo de serviço. Por meio de ato administrativo, a Prefeitura reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Os professores passarão a trabalhar um sábado (4h) por mês, em vez de dois. Acrísio informou que o edital de concurso público para 1.200 professores efetivos e 400 substitutos na rede municipal está pronto e aguarda autorização da prefeita para lançá-lo. As medidas, na estimativa do líder do governo, contemplam 80% da categoria que, segundo ele, não está em greve. “É a proposta que pode ser aproveitada. Resta o bom senso”, pondera. Até 2010, ele diz acreditar que a redução da jornada de trabalho chegue a 40 horas semanais, cumprindo a lei nacional do piso. Mas os dirigentes sindicais não estão dispostos a esperar pelo próximo ano. A greve continua, segundo a presidente do Sindiute, Gardênia Baima. Desde quando o texto foi lido na Câmara, no último dia 30, o Sindiute já havia recusado a proposta. “A extinção do (trabalho aos) sábados sequer está na mensagem”, questiona Gardênia, informando que o sindicato quer “avançar na negociação” da nova lei. A sessão O único voto contrário à mensagem foi de Marcelo Mendes (PTC). “Esse discurso de que vou votar porque tem vantagem não me convence”, justificou. A resposta do vereador veio em crítica aos colegas parlamentares João Alfredo (Psol) e Adelmo Martins (PR), que explicaram seus votos com o argumento de que, embora não contemplasse todas as reivindicações dos grevistas, havia um ganho real para os professores municipais. Após a aprovação do texto-base, duas ementas foram votadas. A primeira, de Luciram Girão (PSL), propôs que o aumento de gratificação não fosse estendido a especialistas e orientadores. A segunda, de Guilherme Sampaio (PT), garantia um retroativo desde o mês junho para os professores. Apenas a proposta petista foi aprovada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário