Transformar o planeta em um lugar melhor para viver, ajudando quem precisa e preservando o meio ambiente é objetivo de cada vez mais jovens no Brasil e no mundo. Antenados, os ativistas teen sabem que podem fazer a diferença e colocam a mão na massa desde cedo. Em casa, na escola, em associações ou pela tela do computador, eles levam a sério o compromisso de que cada um deve fazer a sua parte - e não é nem preciso abrir mão de todo o resto, como estudos e diversão. É o caso da estudante Érica Santos, 16 anos, que dá aulas de teatro para crianças carentes na ONG CriaTia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Apaixonada pelos palcos desde pequenininha, ela resolveu unir a paixão à vontade de ajudar o próximo. "Um dia, vi uma menina de uns cinco anos vendendo balas na calçada e pensei em todas as oportunidades legais que eu tive na minha infância. Ela merecia isso também", conta Érica. Como nunca tinha participado de nenhuma atividade voluntária, a estudante pediu ajuda a uma coordenadora de seu colégio antes de se aventurar. Dando o primeiro passo É justamente na escola que muitos dão seus primeiros passos. No Brasil, infelizmente, não costuma acontecer, mas em outros países é bastante comum que o trabalho social conte pontos para nota. Nos Estados Unidos, por exemplo, trabalhos voluntários e de caridade são levados tão a sério pelas instituições de ensino que influem até na hora de o aluno entrar para a universidade.
Por aqui, mesmo não sendo obrigatórias, alguns colégios brasileiros incentivam essas atividades. Foi assim que Julia Alves, 18 anos, começou a fazer a sua parte. Ex-aluna do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, ela descobriu na escola várias maneiras de ajudar o próximo e a natureza. "Podemos ajudar creches, arrecadar roupas e alimentos. O Brasil tem tanta gente precisando de ajuda e tantas florestas precisando de cuidados que sempre se pode fazer alguma coisa", opina Julia. Quem pensa que essa história de ativismo é papo-cabeça, coisa séria demais, está muito enganada. Além de contribuir para tornar o mundo um lugar melhor, temos a oportunidade de aprender várias coisas novas com pessoas interessantes e igualmente preocupadas em fazer a diferença. Orkut, messenger, Twitter e afins O tempo em que ajudar o próximo era só arrecadar fundos para alguma instituição de caridade ficou para trás. Orkut, MSN e Twitter são só algumas das ferramentas que Fabiana Pinho, de 15 anos, usa quando quer ajudar o próximo. Ela não é voluntária de nenhuma ONG, mas faz questão de divulgar notícias sobre o meio ambiente e problemas sociais para sua rede de amigos. "Pode não ser muito, mas se eu conseguir chamar a atenção de pelo menos um dos meus colegas, vou estar ajudando a Terra", acredita a jovem. Para contribuir com o meio ambiente, a gaúcha Fernanda Vasconcelos Torres, de 25 anos, também não precisa sair de casa. Nem descer do salto. Ela comanda, desde 2007, o blog Eco Trends & Tips, que traz dicas e notícias de moda, design e arquitetura ecológicos e sustentáveis. "Falar de consumo consciente não precisa ser algo tão distante do universo de quem está acostumado a ler sobre o que as celebridades estão vestindo, as novidades da moda para a próxima estação ou como deixar a casa mais confortável e bonita. Você pode ter tudo isso cuidando do meio ambiente. E tornar essa ideia clara - sem ser radical - talvez seja a principal colaboração do blog. Ser 'eco-friendly' ('amiga da natureza') também é fashion", garante Fernanda. No Brasil, há mais de 338 mil Organizações Não-Governamentais, segundo o IBGE. Ou seja, o que não falta é lugar para ajudar. Mas antes de sair por aí salvando o planeta, é preciso planejamento. Principalmente, para que a nova atividade não atrapalhe os estudos e nem o tempo dedicado ao lazer e aos amigos. "Ninguém precisa deixar de ir ao cinema ou tirar nota baixa na prova porque ficou fazendo trabalho voluntário", adverte a coordenadora da ONG CriaTia, Glória Nunes.
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