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28 de fevereiro de 2011

SITUAÇÃO QUE PREOCUPA - EDITORIAL DO JORNAL O ESTADO

Juventude em risco



Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela a cruel estatística relacionada aos jovens no Brasil. De acordo com o documento, 38% dos adolescentes do País vivem em situação de pobreza, sendo este o grupo etário mais vulnerável ao desemprego e às inúmeras manifestações da violência.
Segundo o Unicef, mais de 80 mil jovens brasileiros de 15 a 19 anos foram assassinados entre 1998 e 2008, o que faz do Brasil o primeiro lugar no ranking mundial de homicídios de adolescentes. Ainda há outro dado alarmante: cresceu o número de casos de gravidez precoce. Em 1998, foram registrados 27.237 nascimentos de mães de 10 a 14 anos. Em 2008, este dado subiu para 28.479. A maioria dessas crianças/mães foram vítimas de abuso sexual ou caíram na rede da prostituição infantil, o que as leva a abandonar a escola e a se afastar do convívio familiar, piorando-lhes severamente a qualidade de vida e ampliando o ciclo da pobreza. O documento aponta ainda as cidades do Norte e Nordeste como as campeãs no índice de crianças abusadas.
Embora não exista uma solução única para essa catástrofe contra a juventude, é certo que as políticas públicas poderiam ser melhor orientadas a fim de minimizar a presente situação. Uma iniciativa, por exemplo, seria que o governo criasse medidas direcionadas especificamente aos adolescentes nas áreas da saúde e atividade extracurricular, ampliando o acesso deles à cultura, ao esporte e ao lazer. A rede pública de saúde poderia criar um serviço voltado exclusivamente para os jovens, orientando-os a uma vida mais saudável. Os jovens representam um grande potencial para o desenvolvimento do País, e, portanto, precisam de uma ampla aliança entre governo e sociedade que lhes assegure o bem-estar e a qualificação, levando-os a, no futuro, cumprir a contento o papel que lhes cabe.
 

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