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25 de julho de 2009

INFORMAÇÕES SOBRE A GRIPE SUÍNA - PARA O PRIMEIRO DIA DE AULA

A gripe suína é uma doença respiratória transmitida através do vírus influenza A (H1N1), um novo subtipo do vírus influenza, transmissor da gripe. "O vírus atual é resultante de uma mistura entre os vírus da gripe aviária, do porco e humana", explica a Drª Patrícia Rady Müller, infectologista do Campana Medicina Diagnóstica. É a primeira vez que esta combinação genética ocorre.

O vírus da gripe suína clássica foi isolado pela primeira vez no suíno em 1930. De acordo com a especialista, desde então, o patógeno sofreu novas recombinações e se tornou capaz de infectar pessoas. Por ser uma novidade para o sistema imunológico do homem, esse vírus híbrido se tornou mais resistente que o comum, ocasionando um tipo de gripe bastante agressivo, diferente da que estamos habituados. E, o pior: ele tem a capacidade de se propagar rapidamente. Quem é mais suscetível Todos estão sujeitos a contrair o H1N1, entretanto, os casos confirmados de mortes atingiram adultos, em sua maioria. De acordo com as informações do Ministério da Saúde, idosos com mais de 60 anos, crianças menores de dois anos de idade, gestantes, pessoas com imunodepressão (pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso regular de corticóide), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica são alvos fáceis a desenvolver as formas graves da doença. Transmissão e sintomas É importante ressaltar que essa é uma doença transmitida por via aérea. Então, mesmo com todo o friozinho desse inverno, cuidado com os locais fechados. "Esse é um período que facilita a propagação de doenças respiratórias. Além disso, nessa época as pessoas também costumam frequentar locais onde existem pessoas aglomeradas, o que pode facilitar a transmissão do vírus", alerta a especialista. Segundo a médica, o contágio se dá de pessoa para pessoa, por meio de tosses, espirros e contato com secreções respiratórias de quem estiver infectado. O consumo da carne de porco está liberado. Informações dos Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos, dão como certo que a temperatura de cozimento (71º C) destrói os vírus e as bactérias presentes na carne suína. O quadro clínico da doença pode variar desde a ausência de sintomas até aos cenários mais severos. "O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito. Outras complicações sérias têm a ver com lesões severas nos músculos, que podem levar a problemas nos rins e no coração, e mesmo, mais raramente, meningites e outros acometimentos no sistema nervoso central. Em todos esses casos, pode ocorrer morte", alerta a médica. Os sintomas da gripe suína normalmente são parecidos com os da gripe comum. Veja bem: 'parecidos'. A diferença é que são bem mais agudos. "Os principais sintomas são febre acima de 37,5ºC e tosse ou dor de garganta acompanhadas ou não de dores de cabeça, musculares, nas articulações e dificuldade respiratória, em um período de até dez dias após saírem de país afetado pela influenza A (H1N1)", pontua a infectologista. Os sintomas podem ter início no período de três a sete dias após contato com o influenza A (H1N1).


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